Clínica para Tratamento de Dependentes Químicos

Clínica para Tratamento de Dependentes Químicos

maio 15, 2019 Off Por drogasnu

Para entender a necessidade de tratamento de um usuário de drogas em clínica para dependentes químicos involuntário, é necessário entender antes como as drogas funcionam no organismo.

A utilização de drogas psicoativas, que provocam qualquer tipo de alteração no funcionamento normal do cérebro é tão antiga quanto a própria civilização.

No começo, as drogas eram utilizadas por razões religiosas, passando, com o tempo, a ser uma fonte de prazer e diversão.

Podemos considerar como drogas psicoativas que vão exigir internação em uma clínica para dependentes químicos involuntário qualquer tipo de droga que provoque alterações comportamentais e que criam dependência, como o álcool, a maconha ou mesmo a cocaína e o crack, que provocam tanto efeitos agradáveis quanto desagradáveis, provocando alterações no cérebro e mudanças de comportamento e das funções psicológicas, alterando a maneira como o usuário se relaciona com o mundo e com as pessoas.

Muito embora o consumo de drogas esteja aumentando consideravelmente nos últimos anos, o seu uso não é tão comum quanto se pensa.

sintNo mundo todo, existe entre 3 e 6% de pessoas que fazem uso de drogas. O consumo, geralmente, começa com a curiosidade e a vontade de pertencer a um determinado grupo, ou pela procura de alívio para algum problema ou busca de prazer.

No entanto, a maior parte das pessoas que fazem uso de drogas não conhece seus efeitos, sua capacidade de gerar dependência, colocando sua vida em risco, além de outras pessoas com quem convive.

Não há segurança no uso de drogas

Existem, inclusive, pessoas que são convencidas de que podem fazer um uso seguro das drogas.

Porém, é necessário entender que não existe qualquer segurança, uma vez que toda e qualquer droga pode provocar danos físicos e cerebrais, além do risco de criar dependência que, em uma parte dos casos, pode obrigar à internação em clínica para dependentes químicos involuntário.

A dependência se desenvolve através de alguns fatores que não podem ser controlados, como, por exemplo, o tipo de droga, a facilidade de acesso, a exposição repetida, além de fatores psicossociais, como doenças psiquiátricas, as fragilidades pessoais e até mesmo questões genéticas.

Mesmo havendo diversos conceitos sobre a dependência, existe um ponto em comum: a dependência química deve ser considerada como uma forma alterada de uma pessoa e da forma como consome qualquer tipo de substância psicoativa.

A medicina considera a dependência como uma doença crônica, que apresenta características específicas, como a vontade impulsiva e recorrente de consumir um determinado tipo de droga para conseguir prazer e bem-estar, buscando alívio para sensações de desconforto, como tensão, medo e ansiedade, entre outras.

O primeiro ponto a ser considerado para caracterizar uma dependência é a tolerância, ou seja, a necessidade de sempre consumir uma quantidade maior da substância para conseguir os efeitos desejados.

A tolerância também pode ser vista como um efeito reduzido gradualmente com o uso contínuo da mesma quantidade, podendo variar em diversos graus.

A tolerância, por sinal, é variável conforme a droga consumida. Considera-se um padrão de uso repetido da mesma droga para gerar a tolerância, trazendo efeitos indesejáveis durante a abstinência e provocando o comportamento de compulsão pelo consumo.

Os sintomas da dependência química que chegam a levar um usuário a uma clínica para dependentes químicos involuntário podem ser aplicados a qualquer tipo de substância psicoativa.

Os sintomas de dependência podem ser semelhantes com diversas drogas, variando apenas na gravidade e na quantidade dos sintomas.

Assim, por exemplo, no caso de dependência de fumo, os sintomas são sensivelmente menores do que na dependência de bebidas alcoólicas.

A medicina denomina o impulso subjetivo e a compulsão fora de controle para uso de qualquer substância como fissura.

É uma condição mental e física que se torna comum à maior parte das pessoas que apresentam dependência de qualquer tipo de substância psicoativa e pode ocorrer com qualquer pessoa, mesmo depois de passado um determinado tempo que parou de consumir a droga a que estava acostumado.

Como é a dependência química

A dependência que pode levar uma pessoa à clínica para dependentes químicos involuntário pode apresentar diversos níveis, alguns podendo ser considerados os mais graves, fazendo com que o usuário precise usar quantidades que poderiam ser letais para uma pessoa não dependente.

Alguns fumantes podem consumir, por exemplo, mais de 20 cigarros por dia e essa é uma quantidade que pode causar sintomas de toxicidade em uma pessoa que nunca fumou ou que está começando a fumar.

Quem se utiliza de maconha e faz uso contínuo da substância, normalmente não apresenta a consciência de que desenvolveu tolerância, mesmo que essa condição tenha sido constatada cientificamente.

Assim, para uma pessoa que analisa o problema, pode ser difícil determinar, mesmo tendo como base a história fornecida pelo usuário, qual o nível de dependência.

No entanto, com testes de laboratório é possível comprovar os níveis da substância na corrente sanguínea, além das evidências de intoxicação.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria, a dependência pode se apresentar definida da seguinte maneira:

Um padrão com má adaptação do uso de qualquer substância, que provoca sofrimento ou prejuízos de forma significativa, apresentados por pelo menos três das seguintes condições, que podem ocorrer a qualquer momento no período de 12 meses:

Tolerância, que é definida por um dos seguintes aspectos:

  • Necessidade progressiva de maior quantidade da mesma substância para conseguir os efeitos anteriores;
  • Redução do efeito após a continuidade de uso de uma mesma quantidade da substância.

Abstinência, que é manifestada por uma das seguintes condições:

  • Sintomas e sinais físicos e psicológicos desconfortáveis depois da interrupção do consumo da substância ou redução da quantidade consumida normalmente;
  • Consumo de uma substância ou similar para aliviar ou evitar os sintomas de abstinência.

Uso da substância em quantidades maiores ou por um período além do que o inicialmente planejado ou desejado.

Com a dependência, o usuário manifesta a vontade de controlar ou reduzir o consumo ou a quantidade da droga, apresentando tentativas nessa direção, porém não conseguindo atingir seu objetivo. Nessas condições, a maior parte do tempo é utilizada na busca para obter a substância desejada, no seu uso ou na recuperação de seus efeitos.

Dessa forma, o comportamento de um dependente químico se torna limitado, evitando atividades sociais, ocupacionais ou de lazer e, embora a pessoa se mostre consciente dos problemas que provoca, não consegue interromper o consumo, o que vai exigir um tratamento em clínica para dependentes químicos involuntário.

O usuário de drogas não sabe que pode perder o controle sobre seu uso, que a droga pode provocar doença quando não está em seu organismo e que ele próprio pode causar danos a si mesmo ou a outras pessoas.

Quando se torna dependente, uma pessoa deixa de ser apenas um usuário, sofrendo com as consequências da substância em seu organismo, podendo provocar doenças graves, como problemas hepáticos ou cardíacos, apresentando impotência sexual ou vontade de suicidar.

Assim, é preciso conhecer os efeitos positivos e negativos de qualquer tipo de substância antes mesmo de fazer uso recreativo da substância, evitando se tornar um dependente.

É importante destacar que a dependência é bem mais do que o uso recreativo, lembrando que qualquer tipo de droga pode causar dependência. Ou seja, nem todo usuário é um dependente, mas todo e qualquer usuário corre o risco de se tornar dependente.

Com o uso contínuo de qualquer substância, o usuário vai acabando por perder o controle de seu uso, não consegue interromper de uma vez ou ainda, quando começa a usar, não consegue controlar a necessidade de continuar utilizando a substância.

Dessa forma, ele vai progressivamente substituindo atividades importantes de sua vida pela constante busca de drogas, deixando de lado o trabalho, os estudos ou o lazer para se deixar levar pelos efeitos psicoativos da substância a que está acostumado.

A persistência no uso da droga vai gerar, com o tempo, a fissura, ou seja, a incontrolável vontade de consumir a droga, que pode acontecer a qualquer hora do dia ou da noite.

Quanto tempo uma pessoa leva para se tornar dependente

Para chegar ao ponto de dependência em que vai precisar de tratamento em clínica para dependentes químicos involuntário, o processo pode ser bastante rápido, já que depende do tipo de droga utilizada, além da idade em que se começa a usar e da propensão genética para se tornar um dependente.

Existem drogas, como o crack e a heroína, que podem causar dependência logo nas primeiras vezes em que são consumidas e, além disso, existe o fato de que, quanto mais cedo uma pessoa começa a fazer uso de substâncias psicoativas, maiores são as possibilidades de se tornar dependente.

A maior parte dos usuários de droga acredita que podem controlar o consumo de qualquer substância. No entanto, essa é uma ideia errada. Quanto mais ele se expõe à droga, mais está correndo o risco de perder o controle, tornando-se dependente.

Sempre que um usuário faz uso de qualquer substância, está em risco de se tornar dependente. A medicina, no entanto, considerando o fator genético, não consegue avaliar o risco de uma pessoa se tornar dependente e, não conhecendo esse risco, se torna impossível saber se uma pessoa que usa esporadicamente qualquer droga não possa se tornar dependente.

No entanto, é ponto pacífico que a exposição repetida, a precocidade no consumo e alguns fatores pessoais e pessoais são facilitadores para desenvolver a dependência.

Como é feito o tratamento em clínica para dependentes químicos involuntário

O tratamento em clínica para dependentes químicos involuntário é determinado pela Lei 10.216/2001, que estabelece os direitos do paciente e da família de pessoas dependentes que precisam desse tipo de atenção.

O que se percebe, principalmente no Brasil, é que as drogas estão sendo consumidas cada vez mais, gerando problemas sociais, provocando criminalidade e prejudicando famílias. Em diversas situações, não existe outro caminho para a recuperação de um dependente senão o tratamento involuntário.

O aumento do consumo se torna evidente, provocando cada vez mais a internação involuntária, já que a família se torna a primeira vítima da situação e não pode e nem deve favorecer o usuário de qualquer forma. O usuário pode, com sua perturbação mental, provocar sérios danos e, quando isso acontece, a única solução é buscar uma clínica para dependentes químicos involuntário.

O tratamento involuntário é destinado para dependentes que, em razão do seu grau de dependência, não é capaz de aceitar ou não quer se afastar das drogas, mostrando-se impossibilitado de fazer qualquer tipo de opção para sua recuperação.

O desejo de continuar usando a substância psicoativa de que se tornou dependente é maior do que qualquer outra vontade, levando o usuário a abandonar emprego, a deixar de lado a convivência com sua família e amigos, enfim, acaba se tornando um pária social.

A internação involuntária é feita sem o consentimento do dependente, podendo ser levada a efeito através da solicitação de um parente ou amigo, ou mesmo um médico, que se torna responsável pelo paciente, sendo uma solução para quando o usuário chega a colocar em risco sua própria vida ou a de pessoas com quem convive, além do fato de se tornar incapaz de conduzir sua própria vida de maneira correta.

Atualmente existe uma série de regras e normas dos serviços de saúde com relação à dependência, principalmente quando se fala em tratamento em clínica para dependentes químicos involuntário.

As normas oferecem maior segurança e tranquilidade para os familiares, evitando que possam surgir problemas decorrentes da internação, uma vez que o dependente está sendo tratado por uma instituição regulamentada e fiscalizada, necessidade básica para que qualquer clínica possa trabalhar de forma legal.

Uma clínica para dependentes químicos involuntário tem como principal premissa o respeito ao dependente, que se torna paciente, e à sua individualidade. O tratamento é aplicado de forma que ele possa se sentir parte novamente da sociedade, retornando ao convívio com seus familiares, com seus amigos, com seu emprego ou escola, em vez de se condicionar ao uso constante de drogas.

Na clínica, o paciente pode redefinir o seu papel dentro de um grupo social, não sendo mantido em isolamento, mas sim sendo preparado para enfrentar seus próprios problemas, criando uma nova forma de ver a vida, tornando-se mais consciente e confiante de seu próprio potencial e assumindo suas responsabilidades.

A internação involuntária, portanto, é feita sem consentimento do dependente, somente aceitável quando o mesmo oferece risco de vida para si mesmo ou para terceiros em decorrência de sua situação mental, podendo ser aplicada apenas quando o usuário não tem noção dos prejuízos que está causando.

A internação involuntária, solicitada por um familiar ou um médico, deve ser encaminhada para o Ministério Público para ser aprovada, devendo ter também a autorização de um médico devidamente registrado, acompanhado por um laudo.

Por que fazer o tratamento em clínica para dependentes químicos involuntário?

O tratamento involuntário, em certos casos, é a única solução para recuperar um dependente. Quando o usuário está na síndrome da abstinência, ele tem o seu poder de escolha comprometido, apresentando diversos transtornos que afetam seu senso crítico.

A condição apresentada pelo dependente químico, dessa forma, oferece riscos a si mesmo, à sua família e à própria sociedade, já que, como sua única preocupação é consumir drogas, ele pode ser levado à criminalidade para conseguir a substância que precisa.

Os familiares, certamente, dificilmente aceitam a internação involuntária, mas percebem que não existe uma opção mais conveniente, se quiserem recuperar o dependente. Em determinado momento, o dependente não vai mais conseguir distinguir o real do imaginário ou o certo do errado e, assim, somente através de um tratamento é possível fazer com que volte ao mundo normal.

Na internação em clínica para dependentes químicos involuntário, o paciente é levado a entender a necessidade real de tratamento, assim como os meios para mudar seu comportamento, até que tome consciência da realidade.

O tratamento involuntário é realizado em grupo, mantendo a disciplina entre os pacientes e conduzindo-os para uma nova forma de encarar a vida, tornando-se um processo de recuperação da autoestima e da moral do dependente, levando-o novamente a restabelecer os laços sociais e familiares.

No tratamento em clínica para dependentes químicos involuntário a alta do paciente é uma decisão do médico e da equipe de especialistas, devendo ser informada ao Ministério Público e o conduzindo a pessoas que continuam amando um dependente químico, principalmente depois que sabem que ele está totalmente recuperado.